“Por quê? Por quê?”. As crianças precisam de respostas

A fase do “por que” é longa. Aliás, dura a vida inteira, afinal, estamos sempre questionando acontecimentos, pessoas… Imagine então no começo da vida, quando tudo é novidade. Mas como responder à criança sobre temas que ela ainda não domina? Como ser assertivo e falar o que ela precisa saber?

“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”, escreveu Luís Fernando Veríssimo. Somos permanentes questionadores. É na infância que começam os por quês, com especial significado, já que as respostas trarão parâmetros para o olhar dos pequenos sobre os mais diversos temas.

A criança não tem, ainda, discernimento para avaliar se determinada pergunta cabe naquele ambiente e para aquela pessoa. Daí as “saias justas” em que nos vemos muitas vezes com perguntas inusitadas, que jamais imaginaríamos ouvir.

O importante é não deixar a criança sem resposta, já que somos referência para ela. Não dizer nada ou menosprezar a pergunta, com algo do tipo “você fala cada bobagem”, não irá ajudá-la a sanar sua dúvida, além de poder prejudicar a confiança da criança em si mesma e a afetar sua postura positiva diante do outro.

Quando a criança faz uma pergunta, ela já carrega consigo várias hipóteses como resposta. Nosso papel é procurar entender em que contexto a questão é feita para satisfazer sua curiosidade ou, ainda, instigá-la a continuar sua investigação.

Por exemplo: a criança pergunta por que os monstros só aparecem à noite. Talvez ela esteja com medo de alguma coisa, tenha receio do escuro. Responder simplesmente que monstros não existem não vai ajudá-la, afinal, ela tem sensações internas que dizem que eles existem. Travar um diálogo sobre a questão pode ser uma boa maneira. “Não sei. Eles aparecem pra você?”. Deixe a criança falar mais a respeito, assista a um filme com ela (“Monstros S.A”, da Disney Pixar, por exemplo), leia um livro que fale dos medos… E assim por diante.

Nesses momentos de questionamentos, vale a honestidade, a conversa ou o sincero e valioso “não sei” para mostrar à criança que nem sempre existe uma resposta para tudo. Algumas dicas podem ajudá-lo:

  1. Nem sempre todas as perguntas precisam de longas e complexas respostas. Às vezes, um “sim” ou “não” já satisfaz a curiosidade dos pequenos.
    2. Nem todas as questões estão relacionadas à curiosidade sobre algo que a criança não sabe. Muitas vezes são dúvidas relacionadas a conflitos e sentimentos e talvez a criança precise esgotar as questões para entender melhor o que se passa com ela.
    3. Perguntas também podem ser uma forma de a criança se colocar, de ser percebida, já que ela sabe que elas “mexem” com os adultos. Por exemplo: quando a professora está conversando com a coordenadora e a criança faz perguntas para interromper o diálogo ou, ainda, para fazer “charme”: “Você viu que eu guardei os brinquedos?”

Fonte: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/por-que-por-que-as-criancas-precisam-de-respostas

DICAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A coordenadora educacional da Educação Infantil, Alexandra Viegas, em parceria com a coordenadora pedagógica geral, Débora Borges, seleciona textos com temáticas importantes sobre o universo da Educação Infantil. As notícias são atualizadas de 15 em 15 dias e divulgadas pelo setor de comunicação. O objetivo é que pais e familiares compartilhem suas impressões no espaço reservado para comentários na homepage a escola.

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