Projeto Educação Financeira é Sagrado

Crianças e jovens que têm aula de Educação Financeira na escola melhoram significativamente a qualidade do seu “letramento financeiro”, tendem a pensar mais no futuro e aumentam a intenção de poupar. Essas foram, em linhas gerais, as conclusões a que chegaram os especialistas do Banco Mundial encarregados de fazer a avaliação do impacto do projeto-piloto do ensino de Educação Financeira nas escolas brasileiras, divulgada em um workshop realizado na BMF/BOVESPA.

O Colégio Sagrado Coração de Maria, ciente de seu papel na formação de excelência dos seus alunos, desenvolve, nas aulas de Empreendedorismo, em parceria com a Editora Oficina das Finanças, um projeto sobre educação financeira. A implementação pedagógica do Projeto tem como objetivo desenvolver temas capazes de gerar habilidades para usar o dinheiro com ética, responsabilidade, cidadania, empreendedorismo e sustentabilidade.

O grande desafio do Projeto consiste em oferecer ao aluno a possibilidade de ter contato com a educação financeira, perceber outros pontos de vista, ampliar a compreensão e se aprofundar no assunto, para ir construindo, ao longo dos anos, as habilidades necessárias para uma vida financeira sustentável e próspera.

No Ensino Fundamental II, essa vivência acontece por meio de ferramentas diversificadas, entre elas, o livro didático Educação Financeira na escola, palestras, vídeos e debates acerca do cenário econômico brasileiro. Durante as aulas, são discutidos assuntos de grande importância social, tais como: atual crise no Brasil, necessidade x desejos, credibilidade financeira, investimentos e uso consciente dos recursos naturais.

A partir do que é discutido em sala de aula, os alunos dos 7º e 8º Anos participaram, de forma brilhante, da 3ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira. O evento aconteceu em todo o Brasil, do dia 16 ao dia 22 de maio, com o objetivo de promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira e divulgar o tema junto da população em geral, sendo promovido pelo Comitê Nacional de Educação Financeira.

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Dessa forma, o Sagrado pôde participar de um momento que visou despertar a inteligência financeira, dando sua contribuição para mudar o mundo. Os alunos falaram sobre o fluxo do dinheiro, formularam e verbalizaram os seus pensamentos sobre o tema, entenderam na prática como tudo funciona e ajudaram o mundo a gerar sustentabilidade financeira.

Foi um momento de aprendizagem significativa para os alunos, pois eles vivenciaram, em um ambiente propenso ao consumismo, valores éticos e equilibrados de como usar o seu dinheiro e puderam compartilhar com o próximo o que deve ser levado em consideração na hora de gastar. A vivência de sala de aula foi levada para o dia a dia, de uma maneira extrovertida e dinâmica.

Alunos dos 7º e 8º Anos organizando a Engenhoca.

Alunos dos 7º e 8º Anos organizando a Engenhoca.

Alunos Willian e Pedro Quintas usando a engenhoca para demonstrar o fluxo do dinheiro.

Alunos Willian e Pedro Quintas usando a engenhoca para demonstrar o fluxo do dinheiro.

Alunas Luana e Beatriz promovendo a reflexão a um visitante: Eu quero, eu posso, eu preciso?

Alunas Luana e Beatriz promovendo a reflexão a um visitante: Eu quero, eu posso, eu preciso?

“O empreendedorismo é muito importante para nossa vida. Com ele, eu consigo controlar meu dinheiro e colocar minhas ideias em prática. A nossa ida ao shopping para mexer na engenhoca e ensinar educação financeira para as pessoas foi superinteressante e desafiadora, principalmente para mim, que sou meio tímida. O importante é que venci meus medos e consegui realizar a tarefa junto com meus colegas”. Aluna Luana Rodrigues, 8º Ano A.

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Alunos Ana Luísa Santana e Pedro Quintas apresentando o fluxo do dinheiro.

“Certa vez Ana Luísa, minha filha, me surpreendeu pedindo um cofrinho para guardar algumas moedas que eu recebera de troco. Ana Luísa sempre gostou muito de ler e queria guardar as moedas para fazer uma assinatura das revistas da Turma da Mônica. Como sou pouco curioso, não perguntei como ela havia tido aquela ideia. O tempo foi passando e, moeda após moeda, o cofrinho encheu.

O momento da abertura do cofre foi precedido de muita expectativa e, para nossa surpresa, havia quase o valor integral da assinatura. Porém, falta de curiosidade tem limite e perguntei à Ana quem havia falado sobre economizar, ela respondeu: ‘a escola, na aula de Educação Financeira e Empreendedorismo.’

Dessa forma se deu o meu primeiro contato com essas disciplinas e a percepção de que dinheiro também é assunto de criança. Fui pesquisar… Especialistas do Banco Mundial afirmam que as crianças com sólida educação financeira possuem mais facilidade de pensar no futuro e planejar suas economias.  Sem contar que o próprio professor também pode se aprofundar nesse universo e estabelecer novas metas e ações para si e sua família.

A inclusão da Educação Financeira na grade curricular traz à escola a possibilidade da formação de uma geração mais consciente e engajada na sua autonomia e sustentabilidade financeira, além de proporcionar um ensino diferenciado e relevante. É excelente para a Ana e para todos nós a oportunidade de ela fazer parte deste contexto.” Henrique Santana, pai da Ana Luísa Santana.

Essa vivência financeira dos estudantes do Sagrado frente a situações do dia a dia só confirmaram que trazer desafios para a rotina da escola enriquece a aprendizagem e torna o processo educativo mais dinâmico e prazeroso.

A Educação Financeira não pode ser tratada como uma disciplina isolada e jamais poderá ser limitada dentro dos muros da escola, ela é ampla e perpassa por muitos assuntos: o consumo consciente, o desperdício de alimentos, a utilização dos recursos naturais, o cálculo de juros e impostos, a importância de apagar a luz, de fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, de cuidar dos brinquedos, de doar uma roupa ou um sapato, entre outros.

 

Projeto desenvolvido pela professora: Rosa Leite.