PAUSA PARA ESCUTAR SEU FILHO

Quando a criança vem ao mundo, o primeiro grupo social com quem ela tem contato é a sua família. É através das relações familiares, principalmente o diálogo, que a criança buscará pontos fundamentais para um desenvolvimento saudável:

  • apoio,
  • carinho,
  • atenção,
  • estímulo,
  • atitudes,
  • valores,
  • segurança e
  • equilíbrio emocional.

O diálogo diário é o elemento chave para colocar em prática todas essas ações e cultivar um vínculo positivo ao longo do seu crescimento.

Neste sentido, o papel dos pais é estar presente, mostrando interesse pelo que ocorre com seus filhos diariamente. Já sabemos disso, porém aqui vai um alerta: Os compromissos cotidianos nos sobrecarregam e as vezes deixamos isso para depois. Mas o tempo não para e o crescimento infantil não pode esperar. Cuidado para não perder momentos simples, porém cheios de significados por conta da correria diária.

Esses dias, na saída da escola no final da tarde avistamos um arco-íris. Minha pequena tinha visto o fenômeno poucas vezes e ficou encantada. Paramos por algum tempo e avisamos as mães que chegavam para buscar as outras crianças, para que ninguém perdesse a cena. Uma delas disse: “Vamos, a gente vai vendo de dentro do carro mesmo, senão fica tarde”.

Quantas atitudes, descobertas, curiosidades das crianças nós adiamos para não “ficar tarde”? Quantas sementes perdemos a oportunidade de cultivar?

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No caminho do meu trabalho tem uma frase pintada no muro dizendo: “Essa pressa toda, é para ser feliz? ”. Tenho pensado muito nisso. E tentado equilibrar meu tempo, minhas atividades, minha energia para estar um momento disponível com meus filhos no final do dia, porque eu tenho certeza que isso fará toda a diferença agora, nos próximos anos e principalmente na adolescência.

Não espere o final de semana chegar, a vida acontece hoje! Ações simples, como fazer um contato visual, ou ajoelhar-se a altura da criança enquanto se mantém uma conversa, fazem toda a diferença para ela, que acaba percebendo que seus pais estão dispostos a ouvi-la/ajudá-la, se interessam pelas suas vivências e se sentirá mais acolhida e segura.

Uma das práticas que podemos adquirir aos poucos é referente ao modo como dialogamos com nossos filhos. É comum a tendência de darmos respostas prontas ou que tentam convencer a criança a fazer algo.  É uma habilidade a ser desenvolvida. O primeiro passo é sair do “piloto automático” e ouvir verdadeiramente seu filho. Depois seja criativo e envolva-se!

Se seu filho lhe diz que não quer ir à escola hoje. Grande parte dos pais responderiam: “Você tem que ir, não pode faltar! ”. Eu sugiro uma nova interpretação, que valoriza o sentimento infantil, acolhe e dá abertura ao diálogo. Um exemplo seria: “O que o incomoda na escola? ” Ou “Eu te entendo, as vezes também não quero ir para o trabalho, o que faz você pensar assim? ”.

Perceba que você não precisa necessariamente concordar com as afirmações da criança, mas sim compreender e participar, pois quando você consegue ver a situação a partir dos olhos de seu filho, ele se sente cada vez mais ouvido e acolhido. Além disso, as respostas são fantásticas e o resultado muito positivo!

O diálogo é uma grande via para que a criança expresse seus sentimentos.

Em toda conversa entre pais e filhos deve existir um espaço para a escuta, onde é indispensável sensibilidade e disponibilidade, mesmo se o que está sendo dito pela criança é diferente do que você pensa e acredita. Antes de contradizer as palavras de seu filho, procure escutar sem pré-conceitos, e encontrar uma melhor resposta para solucionar a situação.

São esses pequenos passos diários que irão tornar seus filhos pessoas íntegras, e contribuirão para seu crescimento intelectual, cognitivo e emocional, além de fortalecerem o vínculo e a confiança, aumentando cada vez mais a cumplicidade entre vocês.

Então vamos dar a oportunidade de ouvi-los com o coração?

Fonte: www.psicoinfantil.net


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